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Juventude(s) no Brasil

19/07/2010

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Pensar sobre as especificidades da juventude brasileira e sobre suas diferentes e diversas demandas constitui tarefa fundamental à elaboração e à prática em projetos sociais. Na correria de nossas vidas, geralmente pouco tempo nos sobra para refletirmos sobre temas aparentemente esgotados no que diz respeito ao pensamento, mas devemos perceber que é justamente o ato de pensar e a proposição de um pensamento crítico a chave para que se rompa com a ação e reprodução mecânica das idéias em nossas vidas, e porque não, em nossos projetos.

Incorporando esta perspectiva à instituição, o CIEDS tem proposto uma série de debates internos que buscam agregar informações e conhecimentos a toda sua equipe, e consequentemente a todos os seus projetos. Como primeiro eixo abordado, a juventude rendeu um grande debate, exatamente porque tratá-la como tema específico de uma análise, é tratar, na realidade, da interlocução entre os mais diversos âmbitos em que sua presença se faz preponderante.
 
Seja no universo do trabalho, da cultura, do esporte, do meio ambiente ou da educação, em sua concepção mais generalizada, o jovem representa o ator social capaz de romper a reprodução das desigualdades e de promover um novo ciclo de práticas sociais inclusivas. A grande questão colocada após esta afirmativa, e que merece nossa reflexão, é por quais motivos compreendemos esta faixa etária como protagonista da transformação social?
 
Enquanto momento da vida humana, ser jovem pode representar o momento de escolha daquilo que se pretende ser, ou seja, a escolha pela manutenção ou pela transformação de aspectos sociais. De maneira figurativa, podemos simbolizar esta fase exatamente como o momento de encontro com uma “bifurcação” em uma longa estrada, porém muitas vezes, um momento intencionalmente velado na existência deste sujeito. Sendo assim, a intervenção socioeducacional para o desenvolvimento de senso crítico que possibilite uma escolha verdadeiramente consciente deste indivíduo, portanto uma intervenção estratégica para a sociedade, encontra-se nesta faixa, a juventude.
 
Desta maneira, de que forma podemos pensar e formular esta intervenção para consciência crítica e para o fomento à participação cidadã, sempre de maneira integrada às finalidades outras de nossos projetos? Como elementos norteadores de nossas políticas encontram-se o fomento ao sentimento de “pertencimento” deste sujeito a uma estrutura social mais ampla; o seu reconhecimento enquanto ator histórico, que detém e é capaz de gerar sua própria história; e a promoção de aspectos de cidadania, não somente naquilo que diz respeito aos direitos e deveres destes jovens enquanto cidadãos, mas naquilo que tange ao protagonismo social e a participação cidadã destes jovens autônomos. Percebemos, ainda, a importância de buscar uma reflexão sobre as formas de atuação conjunta com as juventudes deste país, visando sempre a articulação entre todos os saberes, e jamais a atuação por meio da imposição de valores.
 
Algumas questões compartilhadas foram: como lidar com o preconceito social que o jovem morador de favelas sofre? Como combater a violência contra a mulher e incentivar o seu protagonismo político-social? Como inserir o jovem no mercado de trabalho de maneira que este não tenha acesso somente a especializações profissionais, mas também aos seus direitos enquanto trabalhador? De que maneira devemos estimular a convivência com as diferenças culturais, para que surja o respeito a diversidade? De que forma estimularemos novas formas de produção, novas lógicas de consumo, para que se rompa com a reprodução de desigualdades? E, por fim, uma reflexão de destaque: será que nós, nos constituímos como seres efetivamente críticos, capazes de estimular esta consciência crítica nas juventudes? Talvez seja este realmente o ponto de partida.
 
 Por Rebeca de Souza

Comentários:

Edmilson Tadeu | 16/04/2013 22:49:19

Gostei do artigo e principalmente dos questionamentos levantados. Estudo a a questão da cultura e cidadania na perspectiva indígena, onde fato é gritante a inclusão no mercado de trabalho de jovens indígenas para romper com os determinados preconceitos. Penso que seja esse o caminho de conscientização para compreender bem as juventudes dentro de nossa cultura.

Renato | 01/10/2012 10:08:04

Muito bom artigo!

CIEDS

CIEDS | 28/09/2012 18:56:07

 Obrigado!

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