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Redes de Educação Integral

12/01/2016

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São Luís guarda uma vivacidade, um vigor cultural, uma juventude alegre e um povo hospitaleiro.

Em 11 de dezembro de 2015 reuniram-se no Grand Hotel São Luís, localizado no centro histórico da cidade, líderes de organizações comunitárias, escolas comunitárias, associações, ONGs, representantes do poder púbico e de empresas privadas para o II Encontro da Rede de Educação Integral São Luís.

Organizadas em quatro grupos temáticos: (a) desenvolvimento institucional; (b) famílias; (c) integração escola e comunidade; (d) territórios, esses organizações construíram um plano coletivo de ações, metas e objetivos que possa potencializar os resultados das ações empreendidas individualmente, na perspectiva de educação integral.

Ao som de uma canção popular maranhense, foi que começamos: “maçariquinho na beira da praia, como é que a mulher roda a saia é assim... é assim... é assim... olê lê lê... é assim que a mulher roda a saia.”

Sabemos que: “nenhum homem é uma ilha”; “uma andorinha só não faz verão” (ou pelo menos é mais difícil).

Entretanto, porque muitas das vezes preferimos seguir carreiras solo? Porque achamos que sozinho seríamos capazes de enfrentar a complexidade das mazelas contemporâneas.

O desafio da atuação em rede é um ponto chave da nossa sociedade contemporânea. Construir coletividades, reconhecer as relações e elos de interdependência, assimilar que apesar de diferentes e diversos, podemos e devemos pensar em nossos aspectos de complementariedade e assim contribuir efetivamente para uma sociedade mais feliz, mais próspera, mais integral e integrada, mais plena.

Está claro que um dos pontos chave desse processo é estabelecer relações de redes de confiança entre esses atores.

Tilly (2013)  aponta que “redes de confiança são conexões interpessoais ramificadas, constituídas principalmente por lações fortes, no âmbito dos quais as pessoas dispõe de recursos e empreendimentos valiosos, importantes e de longo prazo, que de outro modo, estariam sujeitos a malfazeres, erros e falhas.” (p.88)

O autor destaca que o fortalecimento desses elos é condicionante para a consolidação dos processos de democratização.

Fica claro, ao observar as falas e a integração da Rede São Luís, que um dos aspectos de resultados em 2015, foi justamente o fortalecimento dos elos de confiança entre atores locais.

O CIEDS na esteira desses entendimentos e estratégias têm junto com seus parceiros estimulado e apoiado continuamente o fortalecimento de redes locais para a prosperidade.

Sendo certo que ao falarmos de prosperidade pretendemos ir além da perspectiva econômica, mas tratando também e principalmente de aspectos sociais e ambientais.

Essa ação, que finaliza as ações do projeto em 2015 e nos convida a 2016, deixa-nos o desafio de consolidar e sustentar uma atuação em rede, convidando e trazendo novos atores, aumentando os elos de confiança e assim efetivamente contribuir para uma educação verdadeiramente integral.

Saí de São Luís muito feliz e honrado em participar de tão bela culminância. Que sigamos juntos em direção a um mundo mais justo, mais equitativo, mais democrático e mais feliz. 

Fábio Muller (Diretor Executivo do CIEDS),
Final da primavera de 2015.

TILLY, Charles. Democracia. Editora Vozes. 2013.

 

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