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CIEDS em evento sobre avaliação de projetos sociais

10/05/2017

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Ciclo de Encontros de Avaliação contou com especialistas na área de diversas localidades

Na última quinta-feira, dia 04 de maio, participamos em São Paulo do Ciclo de Encontros de Avaliação, realizado pelo GIFE, Fundação Itaú Social e Fundação Roberto Marinho.

O encontro apresentou aspectos relevantes para a condução e implementação de estratégias de avaliação. Contou com os painelistas: Profª Thereza Penna, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenadora do Centro de Avaliação da Fundação Cesgranrio e consultora nacional e internacional sobre o tema, da Profª Ana Hermetto, pesquisadora do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Monica Pinto, gerente de Desenvolvimento Institucional da Fundação Roberto Marinho.

A fala dos especialistas foi repleta de dicas para que organizações não governamentais, fundações empresariais e gestores de politicas públicas possam aprimorar seu fazer avaliativo.  E foi a partir dessa fala que estruturamos um decálogo da avaliação, não pretendendo de forma alguma esgotar o tema, mas sim facilitar o dia a dia do gestor ao pensar na avaliação de seu programa.

1. Não existe receita única para avaliação, cada caso é um caso e cada projeto exigirá uma estratégia metodológica;

2. Considerar a multiplicidade das partes interessadas e envolvidas durante o processo avaliativo, preferencialmente desde a construção;

3. Construir equipes multidisciplinares que permitam múltiplos olhares sobre a mesma questão. Questões sociais são complexas e precisam ser vistas sob diversas lentes;

4. Construir modelos avaliativos que sejam úteis, viáveis, éticos, precisos e que apoiem os processos de prestação de contas é fundamental para que avaliação possa contribuir para o processo;

5. É fundamental envolver a equipe de campo na validação e análise dos achados;

6. É papel do avaliador explicitar sempre as limitações da metodologia utilizada e explicitar sob quais conceitos o material foi construído;

7. Sempre que possível é recomendável combinar métodos quantitativos e qualitativos, visando garantir maior precisão sob os resultados encontrados;

8. Os resultados do processo avaliativo precisam ser comunicados de diferentes formas, a depender do público interessado;

9. Na construção do modelo avaliativo é preciso abrir mão de alguns aspectos para garantir o que de fato é mais relevante.

10. Estruturar resultados de curto, médio e longo prazo a fim de que a avaliação possa capturar os vários impactos que serão promovidos nas diferentes temporalidades.

Chamou a atenção na fala da Profª Thereza Penna um alerta sobre a avaliação de impacto e o impacto da avaliação. É necessário que o gestor esteja continuadamente atento e percebendo que impactos a avaliação irá gerar. Como já tratado questões sociais são complexas e exigem múltiplos olhares, por vezes a avaliação pode perder (simplesmente por não ter olhado ou olhado com outras lentes) impactos importantes e com isso fornecer subsídios que levem a decisões erradas. Por isso é fundamental que o avaliador esteja atento à esse conjunto de dimensões. Nas palavras da própria professora: “Avaliar pode ser um empreendimento de sucesso, mas também de fracasso; pode conduzir a resultados significativos ou a respostas sem sentido; pode defender ou ameaçar.”

No CIEDS temos investido significativos esforços para a construção de modelos avaliativos que dialoguem com as estratégias de implementação de nossos projetos e que consigam capturar os resultados e os impactos gerados pela nossa atuação. Como estratégias temos incorporado múltiplos atores, adotando, inclusive, o ponto de vista dos residentes nas comunidades a serem avaliadas, em todas as etapas  (formulação das questões de avaliação, definição de procedimentos de avaliação e construção dos instrumentos); buscando com as sistematizações construir sínteses significativas, que possam fornecer aos múltiplos atores (Governo, comunidade, ONGs, financiadores, etc.) elementos para a ação voltada ao desenvolvimento, num processo continuo de aperfeiçoamento de percepções e análises; buscando identificar e incorporar tanto os elementos internos quanto os externos à realidade comunitária, de forma a captar adequadamente as diversas características da situação avaliada e as circunstâncias sob as quais a comunidade opera (fatores externos que influenciam ou determinam o funcionamento da comunidade); disponibilizando os dados e análises finais que possam contribuir para a elaboração de politicas publicas, fortalecer as ações do terceiro do setor e potencializar o investimento social privado.

Os desafios para a implementação e a prática da avaliação em programas sócio educacionais são muitos e diversificados, entretanto é possível a partir da aglutinação de experiências delimitar boas dicas que nos permitam ir pouco a pouco aprimorando esse processo.

Saímos do Ciclo de Encontros de Avaliação animados e na certeza de que estamos no caminho certo!

Se você quiser saber mais sobre o que rolou nesse encontro, acessar materiais de referência interessantíssimos e também conhecer um pouco do que foi realizado em 2016, não deixe de acessar aqui

Fábio Muller

Diretor Executivo do CIEDS

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