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O que podemos aprender com as startups

30/05/2017

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O mundo está mudando num ritmo acelerado, novas tecnologias impactam os hábitos e comportamentos das pessoas e também das organizações.  Se antes eram as pequenas e nascentes empresas que queriam aprender com as grandes empresas as fórmulas e estratégias para o sucesso, parece que o jogo está se invertendo. Atualmente, observa-se que são as grandes empresas que querem aprender com as startups qual é o diferencial e a estratégia para o futuro e para o sucesso. Parece que as grandes empresas perceberam, conforme destaca o site da Endeavor, que: “O mundo não anda mais em linha reta, e isso é desafiador, especialmente para negócios consolidados”. 

Recente matéria do jornal Valor Econômico, assinada pela jornalista Vívian Soares, aponta que grandes companhias “querem aprender o segredo do sucesso das startups”.

A jornalista diz que, nesse cenário de mudanças, grandes empresas têm atraído startups por meio da criação de espaços de inovação e troca, numa perspectiva de geração de valor compartilhado para ambas as partes.

O CIEDS, desde que nasceu, atua na formação de empreendedores que lançam startups e que estejam comprometidos para além do sucesso do próprio negócio, mas também com a construção de um país melhor para todos, mais justo e mais democrático.

Por isso, nós do CIEDS fomos conversar com esses jovens empreendedores que participam de nossos programas de formação buscando compreender, a partir da percepção deles, qual é o diferencial de uma startup e o que essas nascentes e jovens empresas poderiam ensinar às grandes empresas que possuem seus negócios consolidados. 

Participaram da pesquisa 141 empreendedores, oriundos de diversas classes sociais e que estão desenvolvendo novos negócios (serviços e/ou produtos) para serem ofertados à sociedade. 

Quando perguntados sobre qual o principal componente da fórmula de sucesso de uma startup, tivemos um empate técnico entre o modelo do negócio (35%) e inovação (30%).  Esse resultado demonstra que, na visão dos empreendedores, os dois grandes diferenciais estão no desenho de um modelo de um negócio viável  e de impacto e na importância de incorporar  tendências inovadoras para  ofertar um produto ou serviço que acompanhe as mudanças comportamentais e tecnológicas pelas quais a sociedade vem passando. 

Ainda vale destacar que grande parte dos empreendedores que optaram pela opção “outras” acredita que aliar o modelo de negócios à inovação é justamente o grande diferencial das startups.

 

 

 

Perguntamos ainda o que as grandes empresas podem aprender com as startups. Nesse sentido, também em empate técnico, encontramos atuação em redes (39%) e o alinhamento dos serviços e/ou produtos ofertados às demandas contemporâneas da sociedade (37%).  Esses resultados nos permitem confirmar algumas percepções de que é premente mudarmos o modo de fazer negócios. Talvez a empresa que está ao seu lado não seja mais uma concorrente, mas uma possível e potencial colaboradora para o seu resultado, ao mesmo tempo em que é fundamental conhecer quem é o atual consumidor, o que ele espera do produto, quais são seus anseios e suas reais necessidades.

 

 

 

Paulo Al-Assal, um dos principais especialistas brasileiros em tendências e insights aplicáveis ao negócio, sugere que  “a lógica do novo consumidor é a mesma da internet; pede troca, abertura ao diálogo, participação na vida, follow constante; pede para manter a marca no centro, não no topo. Os investimentos devem se pautar pela conversação, colaboração, criatividade. As marcas devem conquistar o consumidor com conversas verdadeiras, relação próxima e transparente”.

Outra informação importante é que, de acordo com a pesquisa “Consumidor do Século XXI” realizada pelo IBOPE (Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística), os consumidores contemporâneos, de um modo geral, estão preocupados com o consumo consciente relacionado ao meio ambiente; com a forma que gastam o seu tempo; com seu padrão de vida; etc.

Por fim, questionamos os participantes, em pergunta aberta, de que maneira os empreendedores podem estar mais bem preparados para o ritmo exponencial das mudanças na tecnologia e na sociedade. Entre as mais diversas respostas conseguimos encontrar alguns aspectos comuns, dentre os quais destacamos: (a) aprimoramento contínuo; (b) autoconhecimento e empatia com o cliente; (c) adaptabilidade à mudança; (d) utilização sustentável dos recursos; e (e) integração com e em redes de apoio e suporte. 

Na caminhada do CIEDS, aprendemos muito com jovens empreendedores que passaram por aqui e temos certeza de que ainda há muito a aprender e empreender juntos. 

A mudança no jeito de fazer negócios é urgente e necessária e, para que essa mudança se efetive, talvez o primeiro passo seja rever a concepção de sucesso.

Fábio Müller 
Diretor Executivo do CIEDS
Doutorando em Ciências Politicas e Relações Internacionais

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