As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul impactaram 600 mil micro e pequenas empresas (Sebrae-RS). Nesse cenário, as mulheres microempreendedoras e mães solo foram as mais vulnerabilizadas, enfrentando a perda total de ativos produtivos e barreiras históricas de acesso ao crédito.
O Portas Abertas, uma iniciativa do Instituto Equatorial em parceria com o CIEDS, nasceu para responder a uma pergunta crítica: "como garantir a sustentabilidade econômica após o desastre?". Superando a lógica da doação emergencial, o projeto focou na (re)potencialização da capacidade produtiva e na autonomia financeira de longo prazo.
Indicadores de Impacto (2024 - 2025)
Engajamento e Seleção Estratégica
Focamos em mulheres que são o pilar econômico de suas famílias (costureiras, artesãs, cozinheiras).
• 602 mulheres alcançadas pelo processo seletivo.
• 250 empreendedoras selecionadas para a jornada de aceleração.
• 246 negócios reestruturados com apoio direto.
Formação e Mentoria Especializada
O investimento em capital humano é a base para a sustentabilidade do negócio.
• 6.000 horas de formação empreendedora: Foco em gestão e finanças.
• 1.000 horas de mentoria individualizada: Suporte técnico para tomada de decisão.
• 500 horas de oficinas transversais: Abordando gênero, raça, acesso à justiça e prevenção à violência.
Injeção de Capital e Resultados Econômicos
O projeto provou que o suporte técnico aliado ao recurso financeiro gera crescimento real.
• +R$ 600.000,00 investidos diretamente nos negócios.
• 70,5% das empreendedoras retomaram suas atividades produtivas.
• 54,9% apresentaram aumento de faturamento.
• 47,6% registraram crescimento na renda familiar.
Kits de Retomada
O Portas Abertas adotou a estratégia de Entregas Singulares, comprando equipamentos específicos para a necessidade de cada empreendedora.
• Circularidade econômica: 70,4% dos fornecedores são empresas gaúchas.
• Injeção de capital no Estado: R$ 431.591,15 em compras realizadas dentro do RS, estimulando a economia regional.
• Eficiência de recurso: 83,8% do orçamento foi convertido diretamente em ativos produtivos (kits).
Fortalecimento do Ecossistema Empreendedor
O projeto não atuou de forma isolada. Consolidamos uma rede intersetorial com 14 organizações locais e parcerias pro-bono que ofereceram:
• Cessão de espaços e infraestrutura.
• Rede de suporte psicossocial e jurídico.
• Visibilidade através de Feiras de Empreendedorismo.