No Brasil, mulheres pretas e pardas estão entre as pessoas que menos praticam atividade física no tempo livre. No Conexão Vida Melhor, elas são 87% das participantes.
Realizado pelo CIEDS em parceria com o Ministério do Esporte, o Conexão Vida Melhor é um projeto de esporte e inclusão social que oferece atividades esportivas gratuitas e rodas de conversa em quatro territórios do Rio de Janeiro, na capital e na Baixada Fluminense.
O esporte é a porta de entrada: quem chega para a aula passa a ter contato com a rede de saúde, assistência social e educação do bairro.
Em Paciência, na Zona Oeste, isso aparece numa noite de aula de zumba na quadra do Núcleo Gouveia. Osana é uma das alunas.
"Ter essa oportunidade tem ajudado a mim e minhas amigas, na autoestima e na saúde", conta.
O Impacto em Números
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• 730 pessoas alcançadas em três meses
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• Mais de 100 atividades esportivas por mês nos quatro núcleos
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• 100% de avaliação positiva entre as pessoas participantes
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• 87% das participantes são mulheres pretas e pardas
O último dado ganha peso diante do cenário nacional. Segundo o Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, só 37,9% das brasileiras fazem os 150 minutos semanais de atividade física moderada. E um estudo da USP mostra que mulheres pretas e pardas com menos anos de estudo têm os menores índices de atividade física no lazer.
Projeto de Esporte e Inclusão Social no Rio de Janeiro: Como Funciona o Conexão Vida Melhor
O Conexão Vida Melhor foi viabilizado por Emenda Parlamentar da Deputada Federal Laura Carneiro, junto ao Ministério do Esporte. O CIEDS é responsável pela realização.
São quatro núcleos, cada um com um parceiro local e rodas de conversa sobre temas que vêm do próprio território:
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• Ilha do Governador, no Jequiá Iate Clube: saúde e qualidade de vida na terceira idade
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• Nova Iguaçu, na Casa do Menor São Miguel Arcanjo (CIDAH): autoestima e empoderamento feminino
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• Queimados, no Núcleo São Roque, com apoio da Prefeitura: consciência corporal e convívio comunitário
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• Paciência, no Núcleo Gouveia: esporte, disciplina e construção de sonhos
As aulas gratuitas de voleibol, futebol, capoeira, zumba e ginástica rítmica atendem crianças, jovens, adultos e pessoas idosas. Cada núcleo trabalha junto com CRAS, Clínicas da Família, escolas municipais e lideranças comunitárias.
Políticas Públicas de Esporte: Como a Articulação Territorial Amplia o Impacto
O Conexão Vida Melhor usa o que o território já tem: quadras, praças, clubes, organizações comunitárias e serviços públicos. Isso reduz custo de estrutura e aproxima o projeto das pessoas.
O projeto também junta três níveis de atuação: recurso federal, parceria gestão pública municipal e organizações da sociedade civil que fazem a ponte com a comunidade.
Assim, o investimento em esporte gera efeito em saúde, convivência e acesso a direitos. Para a sociedade, isso significa mais gente se exercitando, praças e quadras ocupadas pela comunidade e serviços públicos chegando a quem antes não os procurava.
O CIEDS tem o esporte educacional e a inclusão social como um de seus eixos estratégicos e, ao longo de sua trajetória, desenvolveu projetos que usam o esporte como ferramenta de proteção social, saúde, convivência e cidadania. Essa experiência sustenta o método CIEDS: gestão próxima, parceiros locais, integração com a rede pública e resultados medidos.
Com o Conexão Vida Melhor, o CIEDS reafirma uma convicção: fortalecer políticas públicas de esporte também é fortalecer direitos, pertencimento, bem-estar e perspectiva de futuro.
Ou, nas palavras de Osana:
"O projeto tem feito muito bem a nós e à nossa comunidade."